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Restauração de edifício na Paulista combina tecnologia e cultura coreana

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22/08/2019

No ano em que as relações diplomáticas entre Brasil e Coréia completam 60 anos, um edifício erguido na Av. Paulista no início da década de 1970 foi escolhido para ser um marco da relação entre os dois países.

Assim, o prédio que ocupa uma área de 900 metros quadrados foi restaurado para abrigar o Centro Cultural Coreano. O projeto arquitetônico é assinado pelos tradicionais escritórios Padovani Arquitetos e Oliveira Cotta e reúne novas tecnologias a referências à cultura e arquitetura coreanas.

O projeto vencedor foi fruto de uma profunda pesquisa sobre a cultura coreana, realizada com a participação do designer Kira Kim. Com toda a estrutura necessária para receber uma intensa programação de shows, exposições e atividades educacionais.

“O projeto faz uma releitura de elementos presentes nas construções tradicionais coreanas como, por exemplo, as casas no estilo hanok. Essas moradas contam com pilares e caibros de madeira à mostra, muxarabis e pátios internos com uso múltiplo”, destaca o arquiteto Lucas Padovani, um dos responsáveis pelo projeto.

Além disso, o espaço recebeu pórticos de madeira laminada que criam uma relação marcante com a rua e valorizaram o pé-direito duplo. Bancos de madeira de linhas minimalistas, tela perfurada metálica e cores sóbrias revelam a influência da arquitetura do país oriental. “Os pórticos sequenciais de madeira laminada permitem uma perspectiva interessante de quem olha o ambiente pela avenida paulista e, ao mesmo tempo, destacam e organizam, internamente, áreas de exposições, reforçando os efeitos de iluminação indireta”, detalha o arquiteto.

Buscou-se aproveitar elementos que já compunham o conjunto de estilo modernista, construído na década de 1970. Um exemplo é a grande varanda com pé direito duplo na área frontal do edifício, transformada em hall de entrada. “A transparência dos elementos da sua envoltória cria uma conexão com a área externa, convidando o público a entrar e conhecer o espaço”, ressalta João Oliveira, sócio do Oliveira Cotta Arquitetura. Já o pavimento superior é todo permeado por um forro de madeira ripada, que marca o espaço aberto da biblioteca.

Para Antônio Cociolito, engenheiro e diretor da Temon Serviços, empresa que executou a obra, um dos principais desafios foi o prazo muito curto para execução de um trabalho denso, com acabamentos sofisticados: 120 dias. “Foi um projeto inovador, que contemplou equipamentos modernos de ar-condicionado, tratamento acústico sofisticado pórticos e vigas de MLC (madeira laminada colada), portas acústicas, divisórias retráteis e modernos sistemas digitais de realidade virtual onde os visitantes podem interagir com a cultura coreana , além video-walls de última geração”, diz o engenheiro.

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